hoje vou falar de uma receita muito simples e rápida mas deliciosa, peixe com molho cremoso de cebola e alcaparras, essa receita tem outra vantagem a versão light é tão gostosa e não engorda.
primeiro pegamos um bom filé de peixe, podem ser também postas mas eu prefiro o filé, pode ser badejo, robalo ou mesmo pescada, tempera-se com alho amassado com sal ( de preferencia num almofariz de madeira ou agata) e disolvido com suco de limão e um pouco de vinho branco seco, deixa-se o peixe marinando por no mínimo 3 horas (o melhor é durante uma noite). Depois de marinado vamos montalo para assar, pode-se montar de duas formas, individual para isso se embrulha individualmente em papel alumínio ou na assadeira.
a montagem se faz da seguinte forma: prepara-se uma cama de cebola em rodelas, por cima cebolinha, salsa, coentro e alcaparras, coloca-se o peixe e encima com a mesma coisa so que ao contrario, ou seja alcaparras cebolinha, salsa, coentro e rodelas de cebola, rega-se com um pouco do molho em que o peixe ficou marinando, fecha-se o embrulho de papel aluminio ou a assadeira e leva-se ao forno médio por 10 a 20 minutos, dependendo da altura do filé de peixe, após assado o peixe é retirado e os temperos liquidificados, leva-se ao fogo e ajusta-se o sal caso necessário, adiciona-se creme de leite e esta pronto, esse molho vai sobre o peixe, caso queira a versão light basta não acrescentar o creme de leite.
como vocês devem ter percebido eu não coloquei nada de gordura, e é isso mesmo nada de gordura, caso queira pode na decoração do prato colocar-se um pouco de um bom azeite de oliva, apenas.
acompanha arroz branco ou com alho poró, ou batadas souté e um bom vinho branco.
experimentem vocês vão adorar
beijos a todos
terça-feira, 29 de novembro de 2011
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
O bacalhau
Seu nome científico é Gadus Morhua, mas é conhecido internacionalmente como Cod. Este peixe tão apreciado por suas qualidades nutritivas é chamado, especialmente nos países de língua portuguesa, de Bacalhau.
Pertence à família dos gadídeos e é o mais conhecido dos peixes de águas frias do mar Atlântico Norte, no Círculo Polar Ártico. Dele se aproveita tudo: sua carne é consumida em todo o mundo (seja fresco, defumado ou salgado e seco ), do fígado se extrai óleo e da bexiga se faz cola.
É uma das maravilhas da culinária de todos os tempos.Cresce rápido e a fertilidade das fêmeas é excepcional: põem de 2 a 8 milhões de ovos por ano - os que sobrevivem alcançam 40 cm em dois anos, 1m aos vinte. Nesta idade, o peso é de aproximadamente 50 kg.
O período de reprodução é entre janeiro e abril, e o principal local de desova é no Arquipélago de Lofoten.
Por ser estenoterno - habituado a uma determinada temperatura - o bacalhau viaja constantemente, a fim de permanecer em águas propícias. Por isso, ele é encontrado nos mares da Noruega, Rússia, Islândia, Canadá e Alaska.
Pertence à família dos gadídeos e é o mais conhecido dos peixes de águas frias do mar Atlântico Norte, no Círculo Polar Ártico. Dele se aproveita tudo: sua carne é consumida em todo o mundo (seja fresco, defumado ou salgado e seco ), do fígado se extrai óleo e da bexiga se faz cola.
É uma das maravilhas da culinária de todos os tempos.Cresce rápido e a fertilidade das fêmeas é excepcional: põem de 2 a 8 milhões de ovos por ano - os que sobrevivem alcançam 40 cm em dois anos, 1m aos vinte. Nesta idade, o peso é de aproximadamente 50 kg.
O período de reprodução é entre janeiro e abril, e o principal local de desova é no Arquipélago de Lofoten.
Por ser estenoterno - habituado a uma determinada temperatura - o bacalhau viaja constantemente, a fim de permanecer em águas propícias. Por isso, ele é encontrado nos mares da Noruega, Rússia, Islândia, Canadá e Alaska.
Bacalhau para os povos de língua portuguesa; Stockfish para os anglo-saxônicos; Torsk para os dinamarqueses; Baccalà para os italianos; Bacalao para os espanhóis; Morue, Cabillaud para os franceses; Codfish para os ingleses.
(O nome bacalhau, de acordo com o Dicionário Universal da Língua Portuguesa, tem origem no latim baccalaureu. )
Mundialmente apreciado, a história do bacalhau é milenar. Existem registros de existirem fábricas para processamento do Bacalhau na Islândia e na Noruega no Século IX. Os Vikings são considerados os pioneiros na descoberta do cod gadus morhua, espécie que era farta nos mares que navegavam. Como não tinham sal, apenas secavam o peixe ao ar livre, até que perdesse quase a quinta parte de seu peso e endurecesse como uma tábua de madeira, para ser consumido aos pedaços nas longas viagens que faziam pelos oceanos.
O bacalhau foi uma revolução na alimentação, porque na época os alimentos estragavam pela precária conservação e tinham sua comercialização limitada ( a geladeira surgiu no século XX). O método de salgar e secar o alimento, além de garantir a sua perfeita conservação mantinha todos os nutrientes e apurava o paladar. A carne do bacalhau ainda facilitava a sua conservação salgada e seca, devido ao baixíssimo teor de gordura e à alta concentração de proteínas.
Mas deve-se aos bascos, povo que habitava as duas vertentes dos Pirineus Ocidentais, do lado da Espanha e da França, o comércio do bacalhau. Os bascos conheciam o sal e existem registros de que já no ano 1000, realizavam o comércio do bacalhau curado, salgado e seco. Foi na costa da Espanha, portanto, que o bacalhau começou a ser salgado e depois seco nas rochas, ao ar livre, para que o peixe fosse melhor conservado.
Mas deve-se aos bascos, povo que habitava as duas vertentes dos Pirineus Ocidentais, do lado da Espanha e da França, o comércio do bacalhau. Os bascos conheciam o sal e existem registros de que já no ano 1000, realizavam o comércio do bacalhau curado, salgado e seco. Foi na costa da Espanha, portanto, que o bacalhau começou a ser salgado e depois seco nas rochas, ao ar livre, para que o peixe fosse melhor conservado.
Um produto de tamanho valor sempre despertou o interesse comercial dos países com frotas pesqueiras. Em 1510, Portugal e Inglaterra firmaram um acordo contra a França. Em 1532, o controle da pesca do bacalhau na Islândia deflagrou um conflito entre ingleses e alemães conhecido como as "Guerras do Bacalhau". Em 1585, outro grande conflito envolveu ingleses e espanhóis.
Por isso, ao longo dos séculos, várias legislações e tratados internacionais foram assinados para regular os direitos de pesca e comercialização do tão cobiçado pescado. Atualmente, com a espécie ameaçada de extinção em vários países, como o Canadá, tratados internacionais de controle da pesca estão sendo revistos, com o objetivo de assegurar a reprodução e a preservação do "Príncipe dos Mares". Devemos aos portugueses o reconhecimento por terem sido os primeiros a introduzir, na alimentação, este peixe precioso, universalmente conhecido e apreciado".
(Auguste Escoffier, chef-de-cuisine francês, 1903).
(Auguste Escoffier, chef-de-cuisine francês, 1903).
Os portugueses descobriram o bacalhau no século XV, na época das grandes navegações. Precisavam de produtos que não fossem perecíveis, que suportassem as longas viagens, que levavam às vezes mais de 3 meses de travessia pelo Atlântico.
Fizeram tentativas com vários peixes da costa portuguesa, mas foram encontrar o peixe ideal perto do Pólo Norte. Foram os portugueses os primeiros a ir pescar o bacalhau na Terra Nova ( Canadá ), que foi descoberta em 1497. Existem registros de que em 1508 o bacalhau correspondia a 10% do pescado comercializado em Portugal.
Já em 1596, no reinado de D. Manuel, se mandava cobrar o dízimo da pescaria da Terra Nova nos portos de Entre Douro e Minho. Também pescavam o bacalhau na costa da África.
O bacalhau foi imediatamente incorporado aos hábitos alimentares e é até hoje uma de suas principais tradições. Os portugueses se tornaram os maiores consumidores de bacalhau do mundo, chamado por eles carinhosamente de "fiel amigo". Este termo carinhoso dá bem uma idéia do papel do bacalhau na alimentação dos portugueses.
Durante muitos anos o bacalhau foi um alimento barato, sempre presente nas mesas das camadas populares. Era comum nas casas brasileiras o bacalhau servido às sextas-feiras, dias santos e festas familiares.
Após a 2ª Guerra Mundial, com a escassez de alimentos em toda a Europa, o preço do bacalhau aumentou, restringindo o consumo popular. Ao longo dos anos foi mudando o perfil do consumidor do bacalhau, e o consumo popular do peixe se concentrou, principalmente, nas principais festas cristãs: a Páscoa e o Natal.
Atualmente, o bacalhau está totalmente incorporado à cultura culinária brasileira. Todos os bons restaurantes oferecem em sua carta o nobre pescado, e o bolinho de bacalhau é preferência nacional nos bares e botequins. Como em Portugal, também desperta paixões e inspira famosos escritores.
Mas vamos sair da prosopopéia histórica e entrar no sabor.
Em uma assadeira coloquei uma camada de rodelas de batatas (pre-cozidas) salpiquei com salsa, cebolinha e coentro, por cima as postas de bacalhau (bem dessalgado!) salpicado também com cheiro verde (salsa, cebolinha e coentro) reguei generosamente com um bom azeite de oliva e o cobri com pimentão a juliene, rodelas de cebola e lascas de alho, novamente regando com mais azeite e vinho branco seco. Levei ao forno até cozer coberto com papel alumínio depois tirei o papel para dourar, servi com arroz branco, realmente uma delícia, como praticamente não tomo alcool, não tomei vinho mas, ficaria ótimo com um bom vinho verde.
até breve.
Mas vamos sair da prosopopéia histórica e entrar no sabor.
Em uma assadeira coloquei uma camada de rodelas de batatas (pre-cozidas) salpiquei com salsa, cebolinha e coentro, por cima as postas de bacalhau (bem dessalgado!) salpicado também com cheiro verde (salsa, cebolinha e coentro) reguei generosamente com um bom azeite de oliva e o cobri com pimentão a juliene, rodelas de cebola e lascas de alho, novamente regando com mais azeite e vinho branco seco. Levei ao forno até cozer coberto com papel alumínio depois tirei o papel para dourar, servi com arroz branco, realmente uma delícia, como praticamente não tomo alcool, não tomei vinho mas, ficaria ótimo com um bom vinho verde.
até breve.
O início...
Hoje começo a contas as hitórias de minhas peripécias gastronômicas, os pratos que faço, os sabores que provo, os locais que recomendo ou não para se desgustar um bom prato, espero que gostem e se por acaso der água na boca talvez não seja mera coincidência...
Beijos a todos e aproveitem todas as cores e sabores que há no mundo.
Beijos a todos e aproveitem todas as cores e sabores que há no mundo.
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